Questões da banca Faroeste (inéditas)
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Por ter compromisso com a objetividade, o texto jornalístico jamais emprega palavras em sentido conotativo.
Toda figura de linguagem resulta do emprego de palavras em sentido conotativo.
Na frase 'Ele nos deixou', empregada para comunicar um falecimento, o verbo 'deixar' mantém o sentido denotativo, já que a informação transmitida é verdadeira.
Na frase 'O vento sussurrava no telhado', o verbo 'sussurrar' está empregado em sentido conotativo, pois atribui ao vento uma ação própria de seres humanos.
Na frase 'Já pedi isso mil vezes', o numeral 'mil' está empregado em sentido figurado, exprimindo exagero intencional, e não a contagem exata dos pedidos.
Na frase 'Adoro ler Machado de Assis', em que o nome do autor designa a sua obra, o emprego é denotativo, pois Machado de Assis efetivamente escreveu os livros a que a frase se refere.
Na frase 'Esta repartição é um formigueiro', a metáfora se constrói sobre o sentido conotativo, aproximando a repartição movimentada da imagem do formigueiro sem empregar conectivo comparativo.
Expressões como 'pé da mesa' e 'dente de alho' nasceram de empregos figurados que se cristalizaram pela ausência de outro nome para designar seus referentes, fenômeno denominado catacrese.
Na frase 'O projeto saiu do papel neste ano', a expressão 'sair do papel' está empregada em sentido denotativo, indicando a remoção física de um documento.
Uma vez que a palavra 'banco' apresenta sentidos distintos nas frases 'Sentei no banco da praça' e 'Paguei o boleto no banco', pelo menos um desses dois empregos é conotativo.